Saiu uma entrevista muito interessante com o Eric Schmidt, atual presidente do Google, na VEJA dessa semana. Vale ler a entrevista toda, mas tem dois trechos em especial que gostaríamos de compartilhar por eles falarem de algo que acreditamos ser fundamental para ter sucesso em redes sociais: entender que elas (redes sociais) são apenas ferramentas, plataformas. Por trás delas estão as pessoas, gente interagindo e se relacionamento com gente:
Na semana passada, o vice-primeiro ministro russo de certa forma culpou o Google pela revolução que depôs Hosni Mubarak no Egito. O senhor assume alguma parcela de responsabilidade pelo que acontece nos países árabes?
Eu rejeito esse tipo de afirmação. Quem diz que o Google, o Facebook ou o Twitter foram responsáveis pela revolução no Egito ou em qualquer país vizinho incide num erro e comete uma injustiça. A revolução foi feita pelos egípcios. Muitos pagaram com a vida por participar dela. Foi uma questão interna, relacionada à demografia de um país cheio de jovens com pouco emprego, muita repressão, muita desigualdade. Isso é que deve ser lembrado.
Qual é o real poder político e mobilizador das ferramentas digitais da internet?
Celulares, redes sociais, sites da internet são apenas isto: ferramentas. Permitem que as pessoas organizem e comuniquem seus pensamentos de maneira mais eficiente, mas não podem nada sem as pessoas a lhes dar vida. E, como toda ferramenta, podem ser usados pelos dois lados do conflito – como de fato aconteceu no Egito, por exemplo. Sempre é bom lembrar que nenhuma pessoa caiu, ou jamais cairá, morta alvejada por um tweet.













