
Ainda hoje, mesmo com tamanha voz que o consumidor possui no autofalante que são as redes sociais, escutamos a famigerada pergunta:
- Já pensei em colocar minha marca nas redes sociais, mas o que é que eu ganho com isso?
Aí temos dois pontos. Meu amigo, sua marca já está lá. Se não foi você que ‘pôs’, outra pessoa já fez. E aí é melhor você se apressar. Porque estão falando de você. Querendo ou não você tem presença nas redes.
Mesmo em grandes marcas existe medo de se jogar nas redes. Há muitas dúvidas e a maioria não quer comentários negativos. Como assim? Existem pessoas sem defeitos? Existem empresas sem problemas? Não existem mais marcas-mito, ouvimos isso o tempo todo. Existem sim, marcas humanizadas, e aí é que está a grande onda.
Não é ser perfeito, o que faz a diferença é como resolver as crises. É tratar o cliente com a devida atenção, engajá-los, fazê-los acreditar na marca. Prestar serviço, fidelizar, encantar. Rede social é relacionamento.
Na contramão de qualquer atraso das grandes marcas, há o empreendedor nato. Aquele que tem sua própria rede social, que faz do seu networking o seu maior potencial. Com bons produtos e serviços, claro. Tem o sr. Vicente, que enche de alegria o coração de quem admira um bom empreendedor.
Sr. Vicente, que há 18 anos trabalha na Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí. Que começou vendendo alguns petiscos na caçamba de uma Saveiro velha. Depois comprou uma tenda, que armava e desmontava todo santo dia. Aí construiu uma casinha de madeira, e lá atende seus clientes.
Os aventureiros chegam pra fazer as trilhas e se deparam com quitutes deliciosos. Sr. Vicente se apressa em levar seus produtos para degustação. Presenciei um diálogo.
- Já experimentou a geleia de amora feita artesanalmente? Minha esposa que faz.
A pessoa experimenta, e é deliciosa. Ele continua a conversa.
- A gente faz também essas broas de milho na folha de bananeira e temos mel. Experimente.
Mais gostoso ainda.
- Inclusive o Olivier Anquier, aquele chef, já foi lá em casa filmar com minha esposa duas vezes, pra ela fazer a broa de milho.
- Nossa muito bom! Amor venha experimentar essa geleia dele e a broa de milho. – a mulher chama o marido.
- E tudo isso que temos aqui nós servimos no café da manhã dos nossos chalés. Temos três chalés para alugar.
Enquanto conversa, ele pega um álbum e mostra as fotos dos chalés, do Olivier Anquier, do café da manhã, da paisagem maravilhosa do lugar.
- Amor, você viu, ele aluga esses chalés, muito mais barato que o hotel que estamos.
A moça, encantada com tudo que experimentou e viu, e com o tratamento que recebeu, se transforma de simples cliente em divulgadora da marca dos produtos da família do Sr. Vicente.
Enquanto isso ele oferece água para quem chega da trilha lavar as mãos. Conversa com todos, pergunta se o salgado está bom, se gostou da broa de milho.
O papel dele não é vender, para isso os filhos dele estão lá. Ele está ali pra conversar. Pra tratar bem os turistas. Pra sorrir, se relacionar, fazer cada pessoa se sentir especial.
Mas exatamente por tudo isso é que ele vende. E encanta. E fideliza.
E sua marca, como se relaciona com seus clientes?